sábado, 17 de outubro de 2026

risos. rugas. ruços. raízes.

fiz 40 e meu corpo resolveu reclamar esse lugar. não de velha, mas de quem tá segura na própria pele pra não ter medo de começar a envelhecer.

tive o 3o burnout em abril. maio trouxe remedin da loucurinha e a vida abstemia. laudo de AHSD em junho. passei agosto flertando com a falência. setembro foram de celebração das pequenas coisas cotidianas.


e pela primeira vez, em anos, quem me olhou do espelho era a Senhora do Lago. não a rica, acadêmica, dona de uma Villa que recebe peregrinos do auto-saber. mas a senhora que fica depois que todo mundo vai. a que troca a elegância pela fantasia, pelo absurdo, pelo etéreo. 


a que não tem medo do escuro das raízes, porque é desse silêncio, meio torto, transmorfo, invisível, que ela se nutre.



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