Na semana que vem apresento minha monografia da especialização. E logo que tive a confirmação da minha banca, agendei uma reunião com a UBRAFE. Minha surpresa foi a própria entidade não ter consciência do seu fundamento como aglutinador de um mercado que é responsável por reunir, num mesmo ambiente, toda a cadeia relacionada a um determinado setor.
A tese foi desenvolvida por uma percepção simples, óbvia, mas ignorada ainda fora dos grandes centros, onde a realidade de feiras de negócios ainda não foi consolidada. Teoria de marketing simples: use o canal de comunicação com seu público que tem a maior abrangência de acesso a ele.
Mas mesmo com a mídia mais direcionada possível, o fator de dispersão do seu público ainda é muito grande.
Já numa feira de negócios ou evento corporativo o público está 100% (ou bem próximo disso) interessado no seu negócio, e pelo levantamento feito pela Feira&Cia no evento de 2010, 54% do público presente é o responsável pelas negociações e fechamento de negócios na empresa, e outros 38% influenciam a escolha do fornecedor.
Por mais que o investimento em ações promocionais desse porte sejam maiores, a taxa de retorno do investimento também é muito maior, mesmo proporcionalmente. Motivo: <b>concentração e foco</b>.
Um panorama que as associações e entidades também ainda não conseguiram permear é a falta de cultura de eventos desse porte e estrutura fora dos grandes centros. Cidades do interior só conhecem as festas de produção - e olha lá - como eventos corporativos (o demais eventos se resumem a casamentos, festas temáticas e reuniões sociais promovidas em datas comemorativas)
Em alguns setores, as conferências anuais e feiras de setor são a única oportunidade de estar pessoalmente com fornecedores e clientes.
sexta-feira, 27 de março de 2015
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Disciplina
Estou adorando a sequência de reportagens relacionando a rotina de exercícios físicos com o desempenho profissional. Eu já tinha cantado essa pedra ainda na graduação, porque sentia na pele - e no corpo - os efeitos benéficos da disciplina de qualquer esporte.
Meus pais só nos exigiam 3 coisas: dormir cedo, comer no horário certo e fazer um esporte. As notas altas e a responsabilidade eram consequência. Cada um na sua área - eu sou consultora e fazia ballet, meu irmão engenheiro e judoca, e minha irmã é tradutora e jogava basquete - o esporte nos deu auto consciência, senso de coletividade, desenvolveu concentração, além, claro, do desenvolvimento fisiológico, motor e cognitivo.
A reportagem exibida ontem foi um alívio entre as tensões de política.
A endorfina que qualquer atividade física libera age numa verdadeira alquimia positiva no corpo, melhorando aspectos fisiológicos e psicológicos, principalmente. A tomada de decisões, mencionada na entrevista, é mais ágil porque corpo e mente já estão acostumados a "arrancadas", agilidade e concentração, motivadas pela atividade.
Corrida, dança, luta, natação, pedal, bater bola, yoga, surf, paddle, trekking, musculação, pilates.
E aí, já escolheu a sua hoje?
A endorfina que qualquer atividade física libera age numa verdadeira alquimia positiva no corpo, melhorando aspectos fisiológicos e psicológicos, principalmente. A tomada de decisões, mencionada na entrevista, é mais ágil porque corpo e mente já estão acostumados a "arrancadas", agilidade e concentração, motivadas pela atividade.
Corrida, dança, luta, natação, pedal, bater bola, yoga, surf, paddle, trekking, musculação, pilates.
E aí, já escolheu a sua hoje?
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Dos seminários semiúteis
Por quem foi desenvolvido o último treinamento da empresa que você participou?
Uma grande consultoria especializada no corebusiness? O RH na delicada missão de direcionar e controlar? Ou o gerente nacional na melhor das intenções de partilhar cases?
Uma grande consultoria especializada no corebusiness? O RH na delicada missão de direcionar e controlar? Ou o gerente nacional na melhor das intenções de partilhar cases?
O fato é que raramente escuto pessoas de média hierarquia se sentindo mega felizes tendo um treinamento - salvo, claro os que vão pra um resort e articulam o tempo todo como escapar da programação oficial.
Workshops deveriam ter como objetivo alterar um cenário atual otimizando os recursos que ja tem capacitando essas pessoas com uma nova perspectiva. E temos que concordar que um olhar de fora sempre contribui muito melhor pra que essa perspectiva tenha a devida inovação.
O que não significa que quem vive diariamente o problema seja irrelevante na concepção de um novo cenário.
Conversava com um grupinho que tinha passado por 3 dias de treinamento coordenado pelos diretores nacionais. E no panfleto com a programação estava estampado "o alto escalão nacional vem partilhar com você a receita do sucesso!"
Mas o comentário na mesa era a frustração com a distância - geográfica, ideológica e prática - entre o que os palestrantes passavam e a realidade reduzida e burocracias desencontradas. O diretor de vendas já não vende há mais de 10 anos, apesar de ser um excelente gestor de pessoas não sabia sequer as atuais demandas dos clientes, só direciona seu pessoal dentro do protocolo instituído pela consultoria contratada 2 anos atrás pra remodelar processos.
Mas o comentário na mesa era a frustração com a distância - geográfica, ideológica e prática - entre o que os palestrantes passavam e a realidade reduzida e burocracias desencontradas. O diretor de vendas já não vende há mais de 10 anos, apesar de ser um excelente gestor de pessoas não sabia sequer as atuais demandas dos clientes, só direciona seu pessoal dentro do protocolo instituído pela consultoria contratada 2 anos atrás pra remodelar processos.
Deslocaram 20 assistentes do interior pra capital do estado, com hospedagem de luxo e palestrante motivacional renomado, dinâmicas de grupo engraçadas e happy hours patrocinados pelos paraninfos, mas a reunião semanal prometida para afinar pequenos ruídos em cada filial nunca saiu do papel, e as metas impostas simplesmente não refletem o potencial de demanda por uma questão de cultura regional.
E quando eu já imaginava o fim do discurso daquelas pessoas, eu me perguntei: alguém já havia sido consultado sobre a real necessidade de orientação técnica, num brainstorm de troca de idéias no mesmo nível hierárquico e geográfico da audiência? A verba empregada em eventos assim terá retorno efetivo? Ou não seria mais eficiente que as consultorias consultassem os interessados, e então levassem os gaps pra reposicionamento estratégico.
Tenho pra mim que um olhar de fora é ótimo pra uma perspectiva mais ampla. Mas só quem está com a mão na massa sabe o ponto certo.
Tenho pra mim que um olhar de fora é ótimo pra uma perspectiva mais ampla. Mas só quem está com a mão na massa sabe o ponto certo.
sábado, 30 de agosto de 2014
Felicidade levada a sério
Como boa leitora compulsiva, tenho seguido vários canais no Face com conteúdo bacana.
E nessa recente fase de realocação, projetos como a Biz.u e a 99Jobs tem me chamado muito a atenção por ir além do discurso de "é preciso gostar do que se faz". São plataformas que promovem encontros entre personalidades - pessoais e corporativas - muito além de casar vagas com curriculos.
Daí que num desses posts, veio a chamada pra um documentário sobre as métricas da felicidade.
Ah, mais uma teoria motivacional! Nops! Tem gente levando a felicidade a sério! Mas o que me chamou a atenção é que, sim, felicidade é uma opção, não um fator etéreo externo!
Pelo estudo cerca de 40% da nossa felicidade depende de atitudes, e só 10% é fruto do que temos.
Ok, chegamos a óbvia relação entre fazer o que se gosta e gostar do que se faz.
Nem precisa de estatística pra gente saber que, sim, a gente chega mais perto do estado de felicidade, realização e bem estar quando atingimos em algum grau, que seja, o sucesso, quando somos elogiados pelo que fazemos, ou simplesmente por desfrutar de alguma coisa que intendíamos.
E, claro, as coisas só se aproximam da nossa expectativa se, primeiro, a gente sabe o que se quer (e tudo bem se no meio do caminho você mudar de idéia...)
Da minha experiência - que moldaram várias teorias - acabei aprendendo que toda frustração nossa é fruto de má interpretação de sinais. Meu exemplo mais forte (e o que nos trouxe a esse texto) é aquele emprego "dos seus sonhos", mas que você mais idealizou do que realmente entendeu.
Grande parte dos processos seletivos que eu participei, o recrutador quer saber das suas habilidades técnicas, e em alguns até querem saber como é sua vida pessoal, muito mais pra traçar um perfil psicológico-comportamental do que propriamente pra conhecer você - como pessoa, não como ferramental laboral. O enooorme erro quando depois que a gente entra pra empresa é se dar conta de que, não, a gente não sabia onde estava se metendo.
A tão sonhada felicidade no trabalho está mais perto do que voce imagina: do lado de dentro.
Poxa, mais um daqueles textos de auto-ajuda? Oh, yes! Mas nem tanto...
O processo de consultoria e coach que eu comecei a desenhar é baseado num estudo de identidade corporativa, que só pode ter sucesso se, em primeiro estágio, houver motivação interna e consciência coletiva de quem é a empresa, dos calores que a movem e o tipo pessoas que precisam pra fazer com que funcione. E por isso o termo "auto-ajuda" está sempre pairando: por mais que exista um consultor pra direcionar, a resposta sempre virá de dentro.
É por isso esse estudo da felicidade ser um fator interno prova que o estigma da maior sessão da livraria é mais uma miopia do auto-conhecimento. Conhecer-se é fundamental pra ser feliz!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
A Copa das Copas
Os empreiteiros, conglomerados multinacionais sem pátria ou valores, superfaturaram, atrasaram e cagaram.O governo inflou o peito, fingiu que não sabia, fez cara de paisagem e não fez bonito.
A polícia combatia a democracia, fez do povo seu próprio inimigo público, sumiu com nossa dignidade coletiva, tolerância e sincretismo.
E a mídia, claro, embevecia a todos com cenário Global.
O futebol foi sem graaaça... Ou não, pra quem
gosta de esporte pelo esporte foi um belo campeonato!
E os gringos vieram. E adoraram nossas belezas, se empolgaram com nossa energia. Se surpreenderam com nossa hospitalidade.
O jeitinho brasileiro salvou a pátria. Mas só deu certo com os brasileiros de verdade, esses que suam de sol a sol e que nem ao estádio puderam ir. Os que fizeram a gentileza sua moeda de troca - e ganharam respeito e notabilidade, esses sim, sem taça, sem paparazzi, sem reconhecimento, ESSES são meus ídolos dignos de aplausos, torcida e louros!
sábado, 14 de junho de 2014
Da vida e do trabalho
Que mania as pessoas tem de desassociar suas vidas de seus trabalhos!
Uma amada amigaestava em crise em casa, e teve mau desempenho no trabalho - onde é, há mais de 20 anos, a referência na coordenação de pessoal, e o chefe, compreensivamente, sugeriu que ela delegasse algumas chefias aos subalternos. E ela ficou ainda mais arrasada, porque "não podia ter deixado que a vida pessoal interferisse no trabalho".
Numa outra situação, Benedetti traz um personagem tristonho por ter um trabalho insôsso e uma família insípida, embora lhe dê grande alegria direcionar o comportamento de seus funcionários para a moral e a autonomia de caráter.
Mas afinal, a lacuna entre ss duas personalidades e satisfação precisa ser assim tão imensa? E o que mais me assusta: não assusta ninguém que assim o seja?
Nos meus estudos sobre comportamento e branding, venho tentando entender a incongruência entre a falta de personalidade corporativa, onde as empresas conhecem seus numeros mas não sua propria postura - o que fscilitaria no desenho de estratégias e soluções de crises - e a empregabilidade das pessoas restrita apenas na parte técnica do seu desenvolvimento.
Falta identidade! Em ambas as partes!
Mas se as empresas sao feitas de pessoas, obviamente é com estas que o processo de auto conhecimento precisa começar.
Pegue os rankings das empresas mais valiosas, as melhores pra se trabalhar, as que mais cresceram... e vamos perceber que em todas elas, a historia de vida dos seus fundadores é um fator relevante para wue entendamos o quanto a trajetoria do negócio depende da energia pessoal do cara que comanda! Logo, as engrenagens quefazem a empresa funcionar também devem se tornar conscientes de que a sua energia pessoal é que transformará sua rotina e o trabalho se torna significativo!
(Continua...)
Uma amada amigaestava em crise em casa, e teve mau desempenho no trabalho - onde é, há mais de 20 anos, a referência na coordenação de pessoal, e o chefe, compreensivamente, sugeriu que ela delegasse algumas chefias aos subalternos. E ela ficou ainda mais arrasada, porque "não podia ter deixado que a vida pessoal interferisse no trabalho".
Numa outra situação, Benedetti traz um personagem tristonho por ter um trabalho insôsso e uma família insípida, embora lhe dê grande alegria direcionar o comportamento de seus funcionários para a moral e a autonomia de caráter.
Mas afinal, a lacuna entre ss duas personalidades e satisfação precisa ser assim tão imensa? E o que mais me assusta: não assusta ninguém que assim o seja?
Nos meus estudos sobre comportamento e branding, venho tentando entender a incongruência entre a falta de personalidade corporativa, onde as empresas conhecem seus numeros mas não sua propria postura - o que fscilitaria no desenho de estratégias e soluções de crises - e a empregabilidade das pessoas restrita apenas na parte técnica do seu desenvolvimento.
Falta identidade! Em ambas as partes!
Mas se as empresas sao feitas de pessoas, obviamente é com estas que o processo de auto conhecimento precisa começar.
Pegue os rankings das empresas mais valiosas, as melhores pra se trabalhar, as que mais cresceram... e vamos perceber que em todas elas, a historia de vida dos seus fundadores é um fator relevante para wue entendamos o quanto a trajetoria do negócio depende da energia pessoal do cara que comanda! Logo, as engrenagens quefazem a empresa funcionar também devem se tornar conscientes de que a sua energia pessoal é que transformará sua rotina e o trabalho se torna significativo!
(Continua...)
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