sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Da liberdade de ser MULHER

Aí que eu me entreguei a um programa Luluzinha: fui na Casa TPM semana passada.

E entre debates sobre o que é ser mulher, maternidade, obrigações com a balança, reféns da moda e de modismos, valores ultrapassados e imposição de valores reacionários, liberação sexual, eu conheci umas mocinhas. E uma delas me derreteu o coração num comentário no blog.

A Juliana Baron é daquelas meninas que prefere não se definir, vai se encontrando aos poucos, ponderando com o que vive e aprende a cada dia. E num dos nossos papos dando voltinhas na casa na caça aos brindes, rolou aquele papo "e aí, o que você tá achando dos debates?"

Tá certo que viemos (me recuso a escrever vivemos) de uma sociedade extremamente machista que menosprezava a capacidade da mulher de ser gente. Mas nem por isso toda mulher quer ser Leila Diniz! Concordo com o Manifesto TPM: vestir 38, casar (ou não), filhos (ou não), ser uma leoa na cama, ser mulher-polvo, mercado de trabalho democrático, etc... Só que O evento se baseava na máxima "Você é livre? Mesmo?!"

Ser livre é isso: se entregar ao que você é, se agarrar aos valores que fazem de você mais você, e se sentir segura nos casulos que você constrói, que de tempos em tempos te transformam, te dão asas novas...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Imagem: sim, é tudo!

Não há quem não pare pra olhar uma vitrine bem feita, um design limpo ou futurístico, uma pessoa bonita na rua.
"Superficialidade" é não se interessar pelo conteúdo que "recheia" aquela imagem, mas em uma época de competição em todos os fatores - clientes, faturamento, marketshare, e até emprego ou relacionamentos - ignorar que o primeiro impacto, causado pela imagem, é irrelevante é uma inocência que pode simplesmente te eliminar do páreo.

Tomemos como exemplo a Loja da Apple. A marca é conhecida pelo design limpo, tecnologia de ponta, recursos inovadores. Não tinham o posicionamento de popular, entretanto buscando uma proximidade maior com o público - alvo ou curioso - levaram o mesmo conceito para sua vitrine, usando-a como elemento de uma exposição massiva.

Agora, raciocínio lógico: se a Apple resolve colocar uma vitrine baixa, com luzes focadas dentro de uma loja escura, com vendedores com cara de ratinho de laboratório, você entra lá pra comprar ou prefere continuar navegando no site, branquinho, claro, organizado, dinâmico?

A engenheira Ligia Fascioni entendeu que a imagem transmitida e o conteúdo planejado devem falar a mesma linguagem, atrair a atenção com a mesma coerência, transmitindo também segurança e bom entendimento do propósito de exposição. Publicou livros sobre cases de realinhamento de imagem e estratégia de diversas empresas, e que podem ser muito bem adaptados para cases pessoais.

Em um artigo publicado pela Veja, qual não foi minha surpresa em ver Celso Kamura, maquiador de celebridades, apontando a repaginação da Presidente Dilma como um marco profissional. Da mesma forma como o Lula só conquistou a faixa presidencial quando assumiu uma imagem mais limpa, nossa dama de ferro também precisou se render aos caprichos estéticos.

(Isso não é uma apologia política, é só uma constatação de como a estética é relevante, e sem defender partido algum e deixando a hipocrisia de lado, a estratégia de marketing e branding foi brilhante, vamos concordar!)

Ser uma coisa e transmitir outra invariavelmente acaba nos colocando a margem das percepções positivas. Longe de mim defender os abusos da estética e modismos, mas cuidar da própria imagem é sinal de - no mínimo - higiene e auto-estima. E também de coerência profissional. É logicamente impossível considerar uma pessoa competente, confiável e experta se está sempre com a roupa desalinhada, o cabelo despenteado, cara amarrada (ou amassada), sapatos gastos (um paninho faz milagres, sabia?!)

Cuidar da imagem não se restringe só a imagem visual, nem tampouco a percepção sensorial. As duas linguagens devem falar a mesma coisa: eu sou A, e pareço A+. Nunca B ou A-...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Da Rio+20, o que fica de lição

Hoje li uma reportagem sobre a candidatura do Brasil a sediar mais um mega evento: a Expo 2020. Junto com as Olimpíadas e a Copa, além da Rio+20, o Brasil tem concentrado a atenção do mundo, e, internamente, investido pesado (não vamos entrar no mérito de superfaturamentos e desvios, por favor...) e recebido investimentos em adequação e construção de obras de infra-estrutura, arquitetura, turismo e sustentabilidade, e outros intangíveis como treinamentos da população e remodelagem da comunicação com o mundo todo.

Mas não pude deixar de me preocupar. Trabalhando com eventos e feiras de negócios há tempo suficiente pra saber o quanto é delicado e complicado organizar um evento que ocorre num único lugar, com poucos dias de realização e histórico sólido, as recentes notícias sobre atraso de obras, reformulação de projetos, mudanças no planejamento e divergência em discursos são, no mínimo preocupantes.

O Brasil, acostumado a fazer carnavais maravilhosos, acha que essa experiência é o suficiente pra que, na hora H, alguém dê um jeitinho de um estádio ainda sem acabamento ser inaugurado - vai saber em quais padrões de segurança e qualidade - de um aeroporto com puxadinho que só funcionam no "manual" receber mais vôos do que poderia suportar, e que superlotações sejam vistas como bom sinal de concorrência e sucesso de público. A reforma do Sambódromo foi inaugurada às vésperas do desfile - isso porque passei de taxi dias antes do feriado e ainda tinha andaimes e vergalhões nos últimos metros onde deu pra entender que o acabamento era de tapumes com massa corrida.

A Rio+20 foi um exemplo do quanto ainda precisamos aprender e amadurecer sobre gestão de eventos. Uma conferência com a bandeira de sustentabilidade que constrói estruturas gigantescas na praia, atravessando cabos da grossura de um braço em pistas de ciclismo sem sinalização e que sobrecarregaram a distribuição de energia deixando parte da Zuna Sul às escuras, é, no mínimo incoerente. A falta de organização também foi vista - pelo Brasil e pelo mundo todo - com os congestionamentos decorrentes de desvios não programados, manifestações sem organização prévia e algumas sem propósito político aparente, mudanças de trânsito mal - pra não dizer de maneira alguma - sinalizadas. A cidade se tornou um caos maior por causa de uma conferência localizada, e que se espalhou pela cidade inteira pelo oportunismo incerto. Todo mundo queria ter voz, mas muitos sequer sabiam a quem falar, e os que deveriam ouvir estavam tão perdidos com o que realmente deveriam discutir que declarações sobre o quanto a convenção havia sido infrutífera partiam de todos os lados. Faltou organização de um modo geral, e o evento não exigia grande preparação de infra-estrutura.  A ONU se preocupou - pouco - apenas com o Riocentro, e os organizadores de cada evento paralelo cuidava apenas do seu espaço, não abrangendo toda a cidade e convergindo a movimentação prevista num planejamento único.

Rezo, com todas as forças, pra que não seja preciso improvisos que coloquem em risco a credibilidade que o Brasil vem divulgando com tanto entusiasmo. Amo essa área, tenho paixão pela experiência que é possível criar através de eventos que são mais efetivas e lucrativas que muita estratégia de publicidade convencional.

Eventos corporativos são sempre uma ferramenta de auto-promoção de um setor ou uma empresa. E o Brasil não pode deixar de ter esse pensamento: o governo precisa investir, controlar, acompanhar e ter coerência na troca de governo quanto ao que o mundo já conta no seu calendário em relação aos próximos eventos globais. Não dá pra alterar o calendário da Copa porque o Itaquerão teve mais uma greve e não ficou pronto. E se os aeroportos não se adequarem, delegações inteiras podem ser prejudicadas por falta de espaço ou visibilidade de vôo na sua chegada, e se houver mais uma vez a superlotação de hotéis com diárias ofensivas, tudo o que nosso Comitê vem divulgando pode ir por água abaixo e 2 anos mais tarde haver uma imensa decepção com o evento seguinte. A mídia tem se esforçado enormemente pra divulgar o lado bom, sem exagerar, mas o que a população percebe não é beeem por aí.

O tema da candidatura para a Expo 2020 é Força da Diversidade, Harmonia para o Crescimento. Nobre, sim, já que o Brasil - e principalmente São Paulo, cidade candidata a sediar o evento - são o retrato da convivência pacífica da diversidade étnica, que tira proveito disso para se erguer como potência mundial. Mas não podemos esquecer que nessa diversidade existe também a discrepância de níveis culturais, sociais e de civilidade.

Antes de pensar em eventos mundiais, o Brasil precisa estar preparado para os pequenos - e não menos importantes - eventos locais. Feiras, campeonatos, festas de produção, férias e feriados prolongados. Sem conseguir atender internamente, o Brasil pode ver o tiro saindo pela culatra aos olhos do mundo...

O dinamismo do brasileiro, de qualquer maneira, é o seu maior trunfo, e rezo muito pra que possamos nos orgulhar do que for feito e aprendido.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Miss quem?

Longe de querer bancar a feminista, e também nada a favor de mulherões dominando a mídia.

Sou facinada pela estética, como todo ser humano. Admiro em todas as esferas a magia criada pela combinação de cores, formas, texturas. E com a imagem pessoal, não poderia deixar de ser diferente.

Estética é bom, sim. Mas com (vááárias) ressalvas.

Num artigo publicado na coluna Mulheres 7x7 a apresentação de um documentário chamado Miss Representation, que brinca com "má representação" X "garota representante", fala sobre o exagero da valorização da imagem, que deixa em segundo plano (quando não desconsidera completamente) o conteúdo de uma pessoa.

A presidenta Dilma não ficou menos ou mais inteligente por ter mudado de aparência. Mas sem dúvida se tornou mais notada, agradável aos olhos e simpática com a transformação.

Nas empresas, algumas vagas são anunciadas com o item "boa aparência". Já me vi criticando esses anúncios, até chegar a uma recepcionista completamente descabelada, unhas por fazer com eslamte descascando, e olheiras emolduradas por uma pele que parecia escorrer de oleosidade, e que tinha tirado os sapatos sob o balcão de atendimento. Aí pude entender a importância daquilo.

Não podemos permitir que as pessoas sejam valorizadas apenas pelo esteriótipo. Tão asqueroso quanto uma pessoa mal-trajada, desleixada e sem cuidados com a higiene pessoal, é uma menina linda, "gostosona", de tailler caríssimo mas que fala errado, é grossa, vulgar, alienada.

A imagem deve ser valorizada num conjunto. Já li textos que cruzaram dados sobre fisionomia e inteligência, e ficou provado que pessoas simpáticas, bem humoradas e com facilidade em articular são mais agradáveis aos olhos. Ou seja: seu comportamento o faz mais bonito.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Imagina na Copa...

É só aumentar um pouco o fluxo normal de pessoas num lugar que todo mundo já solta: "imagina isso na Copa!"

Metrô lotado. Congestionamentos quilométricos. Falta de segurança. Hotéis que se resumem a oferecer uma cama. Informações parcas pra quem não conhece o lugar. Turistas sendo passados pra trás na cara dura (vai um mineiro pro litoral pra ver se a conta não sai mais cara...) Greve de trabalhadores de serviços básicos. Obras de infraestrutura atrasadas, superoneradas, que vão acabar sendo maquiadas nos últimos meses pra garantir que vão aparecer bem na TV. Isso porque ninguém está considerando a hipótese de alguém precisar de um hospital e acabar tendo um ataque ao se deparar com o pronto-socorro do SUS.
Nem precisa comentar que a polêmica na Lei da Copa está justamente em torno das regalias: entradas gratitas, bebidas, barulheiras...

Ah, mas turista não usa serviço público... Aham, e você acha que lá fora é como?

Carnaval acabou, e a timeline se enche de reclamações quanto a esse cenário. A iniciativa privada resolve mais fácil: qualquer empresário com o mínimo de bom censo investe em reformas e reestruturação sabendo que vai faturar muito se souber atender bem. Mas vai tentar explicar pra servidor que se ele pára, a obra não anda, o governo consegue desviar mais - ou, como a gente ouve por aí, reajustam orçamentos - conselhos embargam participações, a mídia deita e rola por cima da carne seca e o Brasil vai continuando com essa fama mundial de que só vive de Carnaval e malemolência...

Francamente... Precisava de Copa pra gente querer melhorar o país?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Feiras movimentam bilhões

Já perdi a conta de quanta empresas e consultorias sigo no twitter que falam sobre comportamento, negócios, comunicação e, principalmente, promoções e feiras.
Mas fico tão orgulhosa quando sai uma matéria em grandes veículos de informação, ao alcance de todos, que reiteram estudos que venho fazendo...
A primeira etapa da monografia está pronta. Mas quero aprofundar mais as análises, estudar melhor dados comparativos, e entender cada vez mais os meios de comunicação e estratégias de marketing.

Enquanto isso, vou colecionando referências...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Do atendimento que importa

Gosto de manter as coisas limpas e organizadas. Não, eu não tenho TOC igual o Monk. É só uma maneira de deixar com que as coisas realmente importantes estejam sempre à vista, e a energia sempre renovada.
E numa dessas "faxinas", achei um texto adorável que a Anninha me mandou em 2005, quando começamos a faculdade.

Interessante é perceber que já tem tempos em que muito se tem escrito e discutido sobre "agradar", no melhor dos sentidos. Ei-lo!

"Um fósforo
Uma bala de menta
Uma xícara de café
E um jornal


Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.


Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar.
Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.


Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:


- Bem-vindo ao Venetia!


Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.


No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!


Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro).
A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira.
A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!


Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!" Era mesmo!


Como eles podiam saber desse detalhe?


De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas, como pode?! É o meu jornal!
Como eles adivinharam?"


Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.


O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?


Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.


Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas.


O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!


Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia e na maioria das vezes passamos desapercebidos".
(Desconhecido, mas quem souber quem escreveu, me avisa!)